Salmos 140-144
Versículo 1. Livra-me, SENHOR, do homem perverso, guarda-me do homem violento,
Versículo 2. cujo coração maquina iniquidades e vive forjando contendas.
Versículo 3. Aguçam a língua como a serpente; sob os lábios têm veneno de áspide.
Versículo 4. Guarda-me, SENHOR, da mão dos ímpios, preserva-me do homem violento, os quais se empenham por me desviar os passos.
Versículo 5. Os soberbos ocultaram armadilhas e cordas contra mim, estenderam-me uma rede à beira do caminho, armaram ciladas contra mim.
Versículo 6. Digo ao SENHOR: tu és o meu Deus; acode, SENHOR, à voz das minhas súplicas.
Versículo 7. Ó SENHOR, força da minha salvação, tu me protegeste a cabeça no dia da batalha.
Versículo 8. Não concedas, SENHOR, ao ímpio os seus desejos; não permitas que vingue o seu mau propósito.
Versículo 9. Se exaltam a cabeça os que me cercam, cubra-os a maldade dos seus lábios.
Versículo 10. Caiam sobre eles brasas vivas, sejam atirados ao fogo, lançados em abismos para que não mais se levantem.
Versículo 11. O caluniador não se estabelecerá na terra; ao homem violento, o mal o perseguirá com golpe sobre golpe.
Versículo 12. Sei que o SENHOR manterá a causa do oprimido e o direito do necessitado.
Versículo 13. Assim, os justos renderão graças ao teu nome; os retos habitarão na tua presença.
Versículo 1. SENHOR, a ti clamo, dá-te pressa em me acudir; inclina os ouvidos à minha voz, quando te invoco.
Versículo 2. Suba à tua presença a minha oração, como incenso, e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina.
Versículo 3. Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios.
Versículo 4. Não permitas que meu coração se incline para o mal, para a prática da perversidade na companhia de homens que são malfeitores; e não coma eu das suas iguarias.
Versículo 5. Fira-me o justo, será isso mercê; repreenda-me, será como óleo sobre a minha cabeça, a qual não há de rejeitá-lo. Continuarei a orar enquanto os perversos praticam maldade.
Versículo 6. Os seus juízes serão precipitados penha abaixo, mas ouvirão as minhas palavras, que são agradáveis,
Versículo 7. ainda que sejam espalhados os meus ossos à boca da sepultura, quando se lavra e sulca a terra.
Versículo 8. Pois em ti, SENHOR Deus, estão fitos os meus olhos: em ti confio; não desampares a minha alma.
Versículo 9. Guarda-me dos laços que me armaram e das armadilhas dos que praticam iniquidade.
Versículo 10. Caiam os ímpios nas suas próprias redes, enquanto eu, nesse meio tempo, me salvo incólume.
Versículo 1. Ao SENHOR ergo a minha voz e clamo, com a minha voz suplico ao SENHOR.
Versículo 2. Derramo perante ele a minha queixa, à sua presença exponho a minha tribulação.
Versículo 3. Quando dentro de mim me esmorece o espírito, conheces a minha vereda. No caminho em que ando, me ocultam armadilha.
Versículo 4. Olha à minha direita e vê, pois não há quem me reconheça, nenhum lugar de refúgio, ninguém que por mim se interesse.
Versículo 5. A ti clamo, SENHOR, e digo: tu és o meu refúgio, o meu quinhão na terra dos viventes.
Versículo 6. Atende o meu clamor, pois me vejo muito fraco. Livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu.
Versículo 7. Tira a minha alma do cárcere, para que eu dê graças ao teu nome; os justos me rodearão, quando me fizeres esse bem.
Versículo 1. Atende, SENHOR, a minha oração, dá ouvidos às minhas súplicas. Responde-me, segundo a tua fidelidade, segundo a tua justiça.
Versículo 2. Não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não há justo nenhum vivente.
Versículo 3. Pois o inimigo me tem perseguido a alma; tem arrojado por terra a minha vida; tem-me feito habitar na escuridão, como aqueles que morreram há muito.
Versículo 4. Por isso, dentro de mim esmorece o meu espírito, e o coração se vê turbado.
Versículo 5. Lembro-me dos dias de outrora, penso em todos os teus feitos e considero nas obras das tuas mãos.
Versículo 6. A ti levanto as mãos; a minha alma anseia por ti, como terra sedenta.
Versículo 7. Dá-te pressa, SENHOR, em responder-me; o espírito me desfalece; não me escondas a tua face, para que eu não me torne como os que baixam à cova.
Versículo 8. Faze-me ouvir, pela manhã, da tua graça, pois em ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a ti elevo a minha alma.
Versículo 9. Livra-me, SENHOR, dos meus inimigos; pois em ti é que me refugio.
Versículo 10. Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; guie-me o teu bom Espírito por terreno plano.
Versículo 11. Vivifica-me, SENHOR, por amor do teu nome; por amor da tua justiça, tira da tribulação a minha alma.
Versículo 12. E, por tua misericórdia, dá cabo dos meus inimigos e destrói todos os que me atribulam a alma, pois eu sou teu servo.
Versículo 1. Bendito seja o SENHOR, rocha minha, que me adestra as mãos para a batalha e os dedos, para a guerra;
Versículo 2. minha misericórdia e fortaleza minha, meu alto refúgio e meu libertador, meu escudo, aquele em quem confio e quem me submete o meu povo.
Versículo 3. SENHOR, que é o homem para que dele tomes conhecimento? E o filho do homem, para que o estimes?
Versículo 4. O homem é como um sopro; os seus dias, como a sombra que passa.
Versículo 5. Abaixa, SENHOR, os teus céus e desce; toca os montes, e fumegarão.
Versículo 6. Despede relâmpagos e dispersa os meus inimigos; arremessa as tuas flechas e desbarata-os.
Versículo 7. Estende a mão lá do alto; livra-me e arrebata-me das muitas águas e do poder de estranhos,
Versículo 8. cuja boca profere mentiras, e cuja direita é direita de falsidade.
Versículo 9. A ti, ó Deus, entoarei novo cântico; no saltério de dez cordas, te cantarei louvores.
Versículo 10. É ele quem dá aos reis a vitória; quem livra da espada maligna a Davi, seu servo.
Versículo 11. Livra-me e salva-me do poder de estranhos, cuja boca profere mentiras, e cuja direita é direita de falsidade.
Versículo 12. Que nossos filhos sejam, na sua mocidade, como plantas viçosas, e nossas filhas, como pedras angulares, lavradas como colunas de palácio;
Versículo 13. que transbordem os nossos celeiros, atulhados de toda sorte de provisões; que os nossos rebanhos produzam a milhares e a dezenas de milhares, em nossos campos;
Versículo 14. que as nossas vacas andem pejadas, não lhes haja rotura, nem mau sucesso. Não haja gritos de lamento em nossas praças.
Versículo 15. Bem-aventurado o povo a quem assim sucede! Sim, bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR!
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