Salmos 76-80
Versículo 1. Conhecido é Deus em Judá; grande, o seu nome em Israel.
Versículo 2. Em Salém, está o seu tabernáculo, e, em Sião, a sua morada.
Versículo 3. Ali, despedaçou ele os relâmpagos do arco, o escudo, a espada e a batalha.
Versículo 4. Tu és ilustre e mais glorioso do que os montes eternos.
Versículo 5. Despojados foram os de ânimo forte; jazem a dormir o seu sono, e nenhum dos valentes pode valer-se das próprias mãos.
Versículo 6. Ante a tua repreensão, ó Deus de Jacó, paralisaram carros e cavalos.
Versículo 7. Tu, sim, tu és terrível; se te iras, quem pode subsistir à tua vista?
Versículo 8. Desde os céus fizeste ouvir o teu juízo; tremeu a terra e se aquietou,
Versículo 9. ao levantar-se Deus para julgar e salvar todos os humildes da terra.
Versículo 10. Pois até a ira humana há de louvar-te; e do resíduo das iras te cinges.
Versículo 11. Fazei votos e pagai-os ao SENHOR, vosso Deus; tragam presentes todos os que o rodeiam, àquele que deve ser temido.
Versículo 12. Ele quebranta o orgulho dos príncipes; é tremendo aos reis da terra.
Versículo 1. Elevo a Deus a minha voz e clamo, elevo a Deus a minha voz, para que me atenda.
Versículo 2. No dia da minha angústia, procuro o Senhor; erguem-se as minhas mãos durante a noite e não se cansam; a minha alma recusa consolar-se.
Versículo 3. Lembro-me de Deus e passo a gemer; medito, e me desfalece o espírito.
Versículo 4. Não me deixas pregar os olhos; tão perturbado estou, que nem posso falar.
Versículo 5. Penso nos dias de outrora, trago à lembrança os anos de passados tempos.
Versículo 6. De noite indago o meu íntimo, e o meu espírito perscruta.
Versículo 7. Rejeita o Senhor para sempre? Acaso, não torna a ser propício?
Versículo 8. Cessou perpetuamente a sua graça? Caducou a sua promessa para todas as gerações?
Versículo 9. Esqueceu-se Deus de ser benigno? Ou, na sua ira, terá ele reprimido as suas misericórdias?
Versículo 10. Então, disse eu: isto é a minha aflição; mudou-se a destra do Altíssimo.
Versículo 11. Recordo os feitos do SENHOR, pois me lembro das tuas maravilhas da antiguidade.
Versículo 12. Considero também nas tuas obras todas e cogito dos teus prodígios.
Versículo 13. O teu caminho, ó Deus, é de santidade. Que deus é tão grande como o nosso Deus?
Versículo 14. Tu és o Deus que operas maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder.
Versículo 15. Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José.
Versículo 16. Viram-te as águas, ó Deus; as águas te viram e temeram, até os abismos se abalaram.
Versículo 17. Grossas nuvens se desfizeram em água; houve trovões nos espaços; também as suas setas cruzaram de uma parte para outra.
Versículo 18. O ribombar do teu trovão ecoou na redondeza; os relâmpagos alumiaram o mundo; a terra se abalou e tremeu.
Versículo 19. Pelo mar foi o teu caminho; as tuas veredas, pelas grandes águas; e não se descobrem os teus vestígios.
Versículo 20. O teu povo, tu o conduziste, como rebanho, pelas mãos de Moisés e de Arão.
Versículo 1. Escutai, povo meu, a minha lei; prestai ouvidos às palavras da minha boca.
Versículo 2. Abrirei os lábios em parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos.
Versículo 3. O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais,
Versículo 4. não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do SENHOR, e o seu poder, e as maravilhas que fez.
Versículo 5. Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos,
Versículo 6. a fim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes;
Versículo 7. para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos;
Versículo 8. e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus.
Versículo 9. Os filhos de Efraim, embora armados de arco, bateram em retirada no dia do combate.
Versículo 10. Não guardaram a aliança de Deus, não quiseram andar na sua lei;
Versículo 11. esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes mostrara.
Versículo 12. Prodígios fez na presença de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã.
Versículo 13. Dividiu o mar e fê-los seguir; aprumou as águas como num dique.
Versículo 14. Guiou-os de dia com uma nuvem e durante a noite com um clarão de fogo.
Versículo 15. No deserto, fendeu rochas e lhes deu a beber abundantemente como de abismos.
Versículo 16. Da pedra fez brotar torrentes, fez manar água como rios.
Versículo 17. Mas, ainda assim, prosseguiram em pecar contra ele e se rebelaram, no deserto, contra o Altíssimo.
Versículo 18. Tentaram a Deus no seu coração, pedindo alimento que lhes fosse do gosto.
Versículo 19. Falaram contra Deus, dizendo: Pode, acaso, Deus preparar-nos mesa no deserto?
Versículo 20. Com efeito, feriu ele a rocha, e dela manaram águas, transbordaram caudais. Pode ele dar-nos pão também? Ou fornecer carne para o seu povo?
Versículo 21. Ouvindo isto, o SENHOR ficou indignado; acendeu-se fogo contra Jacó, e também se levantou o seu furor contra Israel;
Versículo 22. porque não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação.
Versículo 23. Nada obstante, ordenou às alturas e abriu as portas dos céus;
Versículo 24. fez chover maná sobre eles, para alimentá-los, e lhes deu cereal do céu.
Versículo 25. Comeu cada qual o pão dos anjos; enviou-lhes ele comida a fartar.
Versículo 26. Fez soprar no céu o vento do Oriente e pelo seu poder conduziu o vento do Sul.
Versículo 27. Também fez chover sobre eles carne como poeira e voláteis como areia dos mares.
Versículo 28. Fê-los cair no meio do arraial deles, ao redor de suas tendas.
Versículo 29. Então, comeram e se fartaram a valer; pois lhes fez o que desejavam.
Versículo 30. Porém não reprimiram o apetite. Tinham ainda na boca o alimento,
Versículo 31. quando se elevou contra eles a ira de Deus, e entre os seus mais robustos semeou a morte, e prostrou os jovens de Israel.
Versículo 32. Sem embargo disso, continuaram a pecar e não creram nas suas maravilhas.
Versículo 33. Por isso, ele fez que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror.
Versículo 34. Quando os fazia morrer, então, o buscavam; arrependidos, procuravam a Deus.
Versículo 35. Lembravam-se de que Deus era a sua rocha e o Deus Altíssimo, o seu redentor.
Versículo 36. Lisonjeavam-no, porém de boca, e com a língua lhe mentiam.
Versículo 37. Porque o coração deles não era firme para com ele, nem foram fiéis à sua aliança.
Versículo 38. Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniquidade e não destrói; antes, muitas vezes desvia a sua ira e não dá largas a toda a sua indignação.
Versículo 39. Lembra-se de que eles são carne, vento que passa e já não volta.
Versículo 40. Quantas vezes se rebelaram contra ele no deserto e na solidão o provocaram!
Versículo 41. Tornaram a tentar a Deus, agravaram o Santo de Israel.
Versículo 42. Não se lembraram do poder dele, nem do dia em que os resgatou do adversário;
Versículo 43. de como no Egito operou ele os seus sinais e os seus prodígios, no campo de Zoã;
Versículo 44. e converteu em sangue os rios deles, para que das suas correntes não bebessem.
Versículo 45. Enviou contra eles enxames de moscas que os devorassem e rãs que os destruíssem.
Versículo 46. Entregou às larvas as suas colheitas e aos gafanhotos, o fruto do seu trabalho.
Versículo 47. Com chuvas de pedra lhes destruiu as vinhas e os seus sicômoros, com geada.
Versículo 48. Entregou à saraiva o gado deles e aos raios, os seus rebanhos.
Versículo 49. Lançou contra eles o furor da sua ira: cólera, indignação e calamidade, legião de anjos portadores de males.
Versículo 50. Deu livre curso à sua ira; não poupou da morte a alma deles, mas entregou-lhes a vida à pestilência.
Versículo 51. Feriu todos os primogênitos no Egito, as primícias da virilidade nas tendas de Cam.
Versículo 52. Fez sair o seu povo como ovelhas e o guiou pelo deserto, como um rebanho.
Versículo 53. Dirigiu-o com segurança, e não temeram, ao passo que o mar submergiu os seus inimigos.
Versículo 54. Levou-os até à sua terra santa, até ao monte que a sua destra adquiriu.
Versículo 55. Da presença deles expulsou as nações, cuja região repartiu com eles por herança; e nas suas tendas fez habitar as tribos de Israel.
Versículo 56. Ainda assim, tentaram o Deus Altíssimo, e a ele resistiram, e não lhe guardaram os testemunhos.
Versículo 57. Tornaram atrás e se portaram aleivosamente como seus pais; desviaram-se como um arco enganoso.
Versículo 58. Pois o provocaram com os seus altos e o incitaram a zelos com as suas imagens de escultura.
Versículo 59. Deus ouviu isso, e se indignou, e sobremodo se aborreceu de Israel.
Versículo 60. Por isso, abandonou o tabernáculo de Siló, a tenda de sua morada entre os homens,
Versículo 61. e passou a arca da sua força ao cativeiro, e a sua glória, à mão do adversário.
Versículo 62. Entregou o seu povo à espada e se encolerizou contra a sua própria herança.
Versículo 63. O fogo devorou os jovens deles, e as suas donzelas não tiveram canto nupcial.
Versículo 64. Os seus sacerdotes caíram à espada, e as suas viúvas não fizeram lamentações.
Versículo 65. Então, o Senhor despertou como de um sono, como um valente que grita excitado pelo vinho;
Versículo 66. fez recuar a golpes os seus adversários e lhes cominou perpétuo desprezo.
Versículo 67. Além disso, rejeitou a tenda de José e não elegeu a tribo de Efraim.
Versículo 68. Escolheu, antes, a tribo de Judá, o monte Sião, que ele amava.
Versículo 69. E construiu o seu santuário durável como os céus e firme como a terra que fundou para sempre.
Versículo 70. Também escolheu a Davi, seu servo, e o tomou dos redis das ovelhas;
Versículo 71. tirou-o do cuidado das ovelhas e suas crias, para ser o pastor de Jacó, seu povo, e de Israel, sua herança.
Versículo 72. E ele os apascentou consoante a integridade do seu coração e os dirigiu com mãos precavidas.
Versículo 1. Ó Deus, as nações invadiram a tua herança, profanaram o teu santo templo, reduziram Jerusalém a um montão de ruínas.
Versículo 2. Deram os cadáveres dos teus servos por cibo às aves dos céus e a carne dos teus santos, às feras da terra.
Versículo 3. Derramaram como água o sangue deles ao redor de Jerusalém, e não houve quem lhes desse sepultura.
Versículo 4. Tornamo-nos o opróbrio dos nossos vizinhos, o escárnio e a zombaria dos que nos rodeiam.
Versículo 5. Até quando, SENHOR? Será para sempre a tua ira? Arderá como fogo o teu zelo?
Versículo 6. Derrama o teu furor sobre as nações que te não conhecem e sobre os reinos que não invocam o teu nome.
Versículo 7. Porque eles devoraram a Jacó e lhe assolaram as moradas.
Versículo 8. Não recordes contra nós as iniquidades de nossos pais; apressem-se ao nosso encontro as tuas misericórdias, pois estamos sobremodo abatidos.
Versículo 9. Assiste-nos, ó Deus e Salvador nosso, pela glória do teu nome; livra-nos e perdoa-nos os pecados, por amor do teu nome.
Versículo 10. Por que diriam as nações: Onde está o seu Deus? Seja, à nossa vista, manifesta entre as nações a vingança do sangue que dos teus servos é derramado.
Versículo 11. Chegue à tua presença o gemido do cativo; consoante a grandeza do teu poder, preserva os sentenciados à morte.
Versículo 12. Retribui, Senhor, aos nossos vizinhos, sete vezes tanto, o opróbrio com que te vituperaram.
Versículo 13. Quanto a nós, teu povo e ovelhas do teu pasto, para sempre te daremos graças; de geração em geração proclamaremos os teus louvores.
Versículo 1. Dá ouvidos, ó pastor de Israel, tu que conduzes a José como um rebanho; tu que estás entronizado acima dos querubins, mostra o teu esplendor.
Versículo 2. Perante Efraim, Benjamim e Manassés, desperta o teu poder e vem salvar-nos.
Versículo 3. Restaura-nos, ó Deus; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.
Versículo 4. Ó SENHOR, Deus dos Exércitos, até quando estarás indignado contra a oração do teu povo?
Versículo 5. Dás-lhe a comer pão de lágrimas e a beber copioso pranto.
Versículo 6. Constituis-nos em contendas para os nossos vizinhos, e os nossos inimigos zombam de nós a valer.
Versículo 7. Restaura-nos, ó Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.
Versículo 8. Trouxeste uma videira do Egito, expulsaste as nações e a plantaste.
Versículo 9. Dispuseste-lhe o terreno, ela deitou profundas raízes e encheu a terra.
Versículo 10. Com a sombra dela os montes se cobriram, e, com os seus sarmentos, os cedros de Deus.
Versículo 11. Estendeu ela a sua ramagem até ao mar e os seus rebentos, até ao rio.
Versículo 12. Por que lhe derribaste as cercas, de sorte que a vindimam todos os que passam pelo caminho?
Versículo 13. O javali da selva a devasta, e nela se repastam os animais que pululam no campo.
Versículo 14. Ó Deus dos Exércitos, volta-te, nós te rogamos, olha do céu, e vê, e visita esta vinha;
Versículo 15. protege o que a tua mão direita plantou, o sarmento que para ti fortaleceste.
Versículo 16. Está queimada, está decepada. Pereçam os nossos inimigos pela repreensão do teu rosto.
Versículo 17. Seja a tua mão sobre o povo da tua destra, sobre o filho do homem que fortaleceste para ti.
Versículo 18. E assim não nos apartaremos de ti; vivifica-nos, e invocaremos o teu nome.
Versículo 19. Restaura-nos, ó SENHOR, Deus dos Exércitos, faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.
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