Salmos 56-60
Versículo 1. Tem misericórdia de mim, ó Deus, porque o homem procura ferir-me; e me oprime pelejando todo o dia.
Versículo 2. Os que me espreitam continuamente querem ferir-me; e são muitos os que atrevidamente me combatem.
Versículo 3. Em me vindo o temor, hei de confiar em ti.
Versículo 4. Em Deus, cuja palavra eu exalto, neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer um mortal?
Versículo 5. Todo o dia torcem as minhas palavras; os seus pensamentos são todos contra mim para o mal.
Versículo 6. Ajuntam-se, escondem-se, espionam os meus passos, como aguardando a hora de me darem cabo da vida.
Versículo 7. Dá-lhes a retribuição segundo a sua iniquidade. Derriba os povos, ó Deus, na tua ira!
Versículo 8. Contaste os meus passos quando sofri perseguições; recolheste as minhas lágrimas no teu odre; não estão elas inscritas no teu livro?
Versículo 9. No dia em que eu te invocar, baterão em retirada os meus inimigos; bem sei isto: que Deus é por mim.
Versículo 10. Em Deus, cuja palavra eu louvo, no SENHOR, cuja palavra eu louvo,
Versículo 11. neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer o homem?
Versículo 12. Os votos que fiz, eu os manterei, ó Deus; render-te-ei ações de graças.
Versículo 13. Pois da morte me livraste a alma, sim, livraste da queda os meus pés, para que eu ande na presença de Deus, na luz da vida.
Versículo 1. Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia, pois em ti a minha alma se refugia; à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades.
Versículo 2. Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa.
Versículo 3. Ele dos céus me envia o seu auxílio e me livra; cobre de vergonha os que me ferem. Envia a sua misericórdia e a sua fidelidade.
Versículo 4. Acha-se a minha alma entre leões, ávidos de devorar os filhos dos homens; lanças e flechas são os seus dentes, espada afiada, a sua língua.
Versículo 5. Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a tua glória.
Versículo 6. Armaram rede aos meus passos, a minha alma está abatida; abriram cova diante de mim, mas eles mesmos caíram nela.
Versículo 7. Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme; cantarei e entoarei louvores.
Versículo 8. Desperta, ó minha alma! Despertai, lira e harpa! Quero acordar a alva.
Versículo 9. Render-te-ei graças entre os povos; cantar-te-ei louvores entre as nações.
Versículo 10. Pois a tua misericórdia se eleva até aos céus, e a tua fidelidade, até às nuvens.
Versículo 11. Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a tua glória.
Versículo 1. Falais verdadeiramente justiça, ó juízes? Julgais com retidão os filhos dos homens?
Versículo 2. Longe disso; antes, no íntimo engendrais iniquidades e distribuís na terra a violência de vossas mãos.
Versículo 3. Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras.
Versículo 4. Têm peçonha semelhante à peçonha da serpente; são como a víbora surda, que tapa os ouvidos,
Versículo 5. para não ouvir a voz dos encantadores, do mais fascinante em encantamentos.
Versículo 6. Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca; arranca, SENHOR, os queixais aos leõezinhos.
Versículo 7. Desapareçam como águas que se escoam; ao dispararem flechas, fiquem elas embotadas.
Versículo 8. Sejam como a lesma, que passa diluindo-se; como o aborto de mulher, não vejam nunca o sol.
Versículo 9. Como espinheiros, antes que vossas panelas sintam deles o calor, tanto os verdes como os que estão em brasa serão arrebatados como por um redemoinho.
Versículo 10. Alegrar-se-á o justo quando vir a vingança; banhará os pés no sangue do ímpio.
Versículo 11. Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito, que julga na terra.
Versículo 1. Livra-me, Deus meu, dos meus inimigos; põe-me acima do alcance dos meus adversários.
Versículo 2. Livra-me dos que praticam a iniquidade e salva-me dos homens sanguinários,
Versículo 3. pois que armam ciladas à minha alma; contra mim se reúnem os fortes, sem transgressão minha, ó SENHOR, ou pecado meu.
Versículo 4. Sem culpa minha, eles se apressam e investem; desperta, vem ao meu encontro e vê.
Versículo 5. Tu, SENHOR, Deus dos Exércitos, és o Deus de Israel; desperta, pois, e vem de encontro a todas as nações; não te compadeças de nenhum dos que traiçoeiramente praticam a iniquidade.
Versículo 6. Ao anoitecer, uivam como cães, à volta da cidade.
Versículo 7. Alardeiam de boca; em seus lábios há espadas. Pois dizem eles: Quem há que nos escute?
Versículo 8. Mas tu, SENHOR, te rirás deles; zombarás de todas as nações.
Versículo 9. Em ti, força minha, esperarei; pois Deus é meu alto refúgio.
Versículo 10. Meu Deus virá ao meu encontro com a sua benignidade, Deus me fará ver o meu desejo sobre os meus inimigos.
Versículo 11. Não os mates, para que o meu povo não se esqueça; dispersa-os pelo teu poder e abate-os, ó Senhor, escudo nosso.
Versículo 12. Pelo pecado de sua boca, pelas palavras dos seus lábios, na sua própria soberba sejam enredados e pela abominação e mentiras que proferem.
Versículo 13. Consome-os com indignação, consome-os, de sorte que jamais existam e se saiba que reina Deus em Jacó, até aos confins da terra.
Versículo 14. Ao anoitecer, uivam como cães, à volta da cidade.
Versículo 15. Vagueiam à procura de comida e, se não se fartam, então, rosnam.
Versículo 16. Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia; pois tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia.
Versículo 17. A ti, força minha, cantarei louvores, porque Deus é meu alto refúgio, é o Deus da minha misericórdia.
Versículo 1. Ó Deus, tu nos rejeitaste e nos dispersaste; tens estado indignado; oh! Restabelece-nos!
Versículo 2. Abalaste a terra, fendeste-a; repara-lhe as brechas, pois ela ameaça ruir.
Versículo 3. Fizeste o teu povo experimentar reveses e nos deste a beber vinho que atordoa.
Versículo 4. Deste um estandarte aos que te temem, para fugirem de diante do arco.
Versículo 5. Para que os teus amados sejam livres, salva com a tua destra e responde-nos.
Versículo 6. Falou Deus na sua santidade: Exultarei; dividirei Siquém e medirei o vale de Sucote.
Versículo 7. Meu é Gileade, meu é Manassés; Efraim é a defesa de minha cabeça; Judá é o meu cetro.
Versículo 8. Moabe, porém, é a minha bacia de lavar; sobre Edom atirarei a minha sandália; sobre a Filístia jubilarei.
Versículo 9. Quem me conduzirá à cidade fortificada? Quem me guiará até Edom?
Versículo 10. Não nos rejeitaste, ó Deus? Tu não sais, ó Deus, com os nossos exércitos!
Versículo 11. Presta-nos auxílio na angústia, pois vão é o socorro do homem.
Versículo 12. Em Deus faremos proezas, porque ele mesmo calca aos pés os nossos adversários.
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